quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A virtualização das relações humanas

Dias atrás conversava com um amigo sobre uma questão que é, ao meu ver, delicada, contraditória e muito discutida: As mudanças na tecnologia e as formas de interação e comunicação que a web nos proporciona estão, de fato, distanciando ou aproximando as pessoas?

Comecemos pensando naquela pessoa que está morando do outro lado do mundo, com certeza a internet nos aproxima dela. Ou até mesmo aqueles que moram não tão longe assim, mas em outro estado, ou até cidade. A internet facilita, aproxima, nos permite comunicação instantânea e, inclusive, pode nos proporcionar uma experiência de aproximação quase que real, humana. Podemos ver, ouvir, falar com o indivíduo.

Mas pensemos também no nosso amigo, familiar, ou seja lá quem for, aquele que não mora tão longe assim, mas deixamos de visitar ou telefonar, por que freqüentemente conversamos com ele através de bate-papos, redes sociais e afins. Ou nem mesmo conversamos, mas sabemos que está lá, pra hora que precisarmos. Neste caso, as novas mídias podem acabar afastando-nos.

Enfim, sobre isso, posso concluir que a internet tem a capacidade tanto de aproximar, quanto de afastar pessoas. Tudo depende da forma como a utilizamos. E o quanto nos privamos das relações e contatos reais, para substitui-los por experiências digitais.

Mas quero chegar em outro ponto. E lá vai ele:

Seguindo o raciocínio de que somos todos de uma geração em que o contato e as relações interpessoais são feitas de modo real. Estamos com saudade, procuramos a pessoa. Queremos conversar, contar uma novidade, aconselhar, simplesmente dizer o quanto gostamos de alguém, vamos até a casa dessa pessoa, ou marcamos um encontro, e o fazemos.

Surge a internet, as redes sociais e todas as formas de comunicação e interação que temos hoje. Nos adaptamos a tudo isso, aprendemos e agradecemos. Afinal, com essa rotina tão corrida e “sem tempo para nada” que cada vez mais faz parte de nossas vidas, essas novidades só facilitam as coisas.

Ainda sabemos (em nossa maioria), que as relações virtuais têm limites. Sabemos da importância do abraço, do contato físico, da proximidade real com as pessoas. Portanto usamos a internet apenas pra estreitar laços e aproximar quem realmente está longe, fisicamente.

Mas e a nova geração? E aqueles que estão crescendo (e ainda crescerão), em meio a todas essas tecnologias e mundo virtual? Me preocupa um pouco a forma como as pessoas, principalmente os jovens, estão trocando as experiências reais pelas virtuais. Crianças que trocam as brincadeiras com os amigos ou a festinha com os colegas, pelo computador e internet.

Então, juntamos isso tudo à outras questões, como a violência, o medo (principalmente dos pais) de sair nas ruas, o bullying, os problemas sociais, que antes eram tratados e contornados de outras maneiras, e hoje podem ser simplesmente escondidos atrás de uma tela e um teclado.

Portanto, acredito na fundamental atenção que devemos dar à nova geração de usuários da internet, nos cuidados que devemos tomar e na educação que reservamos à esses “internautazinhos”.


Temos nas mãos uma extraordinária ferramenta que ainda está se moldando, se transformando. Bem como nós ainda estamos nos moldando a ela, nos adequando. E quanto àqueles que chegam e ainda chegarão em meio a toda essa tecnologia, nosso cuidado e auxílio para que o mundo real não seja trocado por inteiro pelo mundo virtual.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Um objetivo, uma verba (baixíssima) e uma ideia.

O albergue Estação Bem-Estar, de São Paulo, tinha como missão aumentar sua base de doadores e voluntários. Com uma verba de 50 reais, publicou um anúncio em um site de compra e aluguel de imóveis por dois meses.
O suficiente para gerar 24.750 cliques, 941 novos doadores e um acúmulo de 8 mil reais em doações para a Instituição.

Não é atoa que ganhou Leão de Prata em Cannes, no ano de 2009. Genial:




sexta-feira, 22 de julho de 2011

Transparência, confiança, foco no cliente e as lojas Riachuelo.

Os livros de Marketing - desde aquele tradicional feijão com arroz “dicas de marketing para sua empresa” até a Bíblia do Marketing, do Kotler - já ressaltavam a importância de uma empresa se focar na naturalidade, transparência, autenticidade, confiança e foco no valor do cliente. Muitas organizações se dizem prezar por essas premissas, ou até realmente acham que as seguem. Porém, na prática, o que vemos hoje no mercado não é bem assim.

Uma empresa séria, de abrangência nacional, que se diz referência e afirma o posto de maior do segmento no país deve, acima de tudo, se importar com tais valores do cliente, naturalidade, transparência...

Vamos supor que a mencionada empresa esteja, inclusive, inserida nas redes sociais, tem perfil no
Twitter, Facebook, um canal de vídeos no Youtube, e por aí vai. Então ela preza (ou tenta prezar) pelo relacionamento com o cliente. Aparentemente, nossa empresa focada, com valores e preocupação com o relacionamento junto ao consumidor, é um Exemplo (com E maiúsculo) de transparência e foco no cliente.

Eis então que tive uma real experiência com tal empresa Exemplo. Identifiquei-me com seus produtos e com a empresa em si. Resolvi fazer o cartão da rede de lojas, que está hoje espalhada pelo Brasil, e tem uma dessas instaladas aqui, em Porto Alegre.

Em minha primeira experiência de compra, a decepção. Estava ciente dos juros absurdo que a loja oferece para compras acima de 5x no cartão, portanto mantive-me longe desse número. Efetuando minha compra e solicitando o pagamento em 3 vezes, a surpresa. A vendedora (caixa) da loja me obriga a fazer em 8x, alegando que a primeira compra DEVE ser feita OBRIGATORIAMENTE em 8x. Onde está o foco no cliente mesmo?

Loja alguma pode obrigar o consumidor a pagar em 8x e não em 3x. E se eu quisesse fazer em 1x? A vista? Enfim, me neguei. A vendedora ainda argumentou que eu poderia fazer em 8 e antecipar as parcelas, que no final teria um desconto pela antecipação, e anularia os juros. Sério? Fiz as contas: antecipando TODAS no primeiro mês, ainda pagaria 30% a mais do valor de minhas compras. Mais uma vez, a transparência se parece mais com MENTIRA.

Ela garantiu então que faria em 3x, mas qual minha surpresa? O pagamento ficou em 8x, com juros absurdamente altos!

Enfim, tentei resolver por telefone, e presencialmente. Não “puderam” alterar minha forma de pagamento. Propus pagar tudo de uma vez, não “puderam” retirar os juros das primeiras parcelas.

Resultado: Me vi obrigado a pagar todas as parcelas de uma vez, e ainda com um acréscimo de 10% do valor total.
Após 30 minutos de negociações que não levaram a lugar algum, fiz o pagamento. Junto, é claro, com o cancelamento do cartão.

Acontece que por mais transparente que uma empresa tente ser com seu público externo, ela não pode esquecer também da transparência e treinamento do público interno. Funcionários que enganam e MENTEM para o consumidor, para de repente ganhar uma comissão, ou algo do tipo.

Infelizmente minha experiência com as lojas
Riachuelo foi péssima. Se a empresa preza mesmo pelos valores com o cliente, comece prezando os valores internos. Treine a equipe, esclareça as missões e os valores da organização!


Ps. Cuide com as atitudes de má fé e MENTIRAS por parte de funcionários mal treinados, de lojas como a Riachuelo!

quarta-feira, 16 de março de 2011

As Mídias Sociais como SAC’s.

Não é de hoje que as empresas e organizações vêm se preocupando, e muito, com a opinião dos consumidores. A satisfação do cliente torna-se muito importante, já que o consumidor tem cada vez mais liberdade de expressão e força de persuasão (ainda mais na web 2.0), e o marketing boca-a-boca é uma forma muito eficiente de prospecção de novos clientes.

Mas sabemos, também, que muitas empresas de segmentos mais específicos, principalmente serviços, ainda não dão o devido valor para seus consumidores, principalmente quando se trata de cancelamento de assinaturas, ajustes e atualização de planos e reclamações em geral. Quem já perdeu alguns minutos de seu dia pendurado em um telefone falando com um robô, e mesmo assim não resolveu seu problema, sabe do que estou falando.

Empresas de telefonia (fixa e móvel), bancos, cartões de crédito e tv por assinatura, lideram o ranking de reclamações no Procon.


Mídias Sociais.

Muitos consumidores, após inúmeras tentativas e horas de ligações em centrais de atendimento ao consumidor (sem sucesso), buscam nas redes sociais uma forma de desabafo e compartilhamento de sua insatisfação. Aí então as empresas tomam uma atitude, visto que a experiência negativa de tal consumidor pode vir a atingir vários outros possíveis consumidores criando, talvez, uma imagem negativa perante eles.

Nas mídias sociais, os usuários não poupam palavras para expressar sua indignação e ressentimento e, além disso, fazem de sua reclamação algo público, onde muitos têm o direito de acompanhar sua manifestação e uma – possível – posição tomada pela empresa em questão. Muitas organizações habituaram-se a monitorar os sites de redes sociais, buscando e analisando tudo – ou quase tudo – o que falam sobre sua marca.


Experiência: da teoria à prática.

Toda essa teoria eu já havia aplicado ao meu trabalho de conclusão de curso, onde foi abordado o marketing 2.0 e a ferramenta Twitter na relação cliente-empresa. Mas, recentemente, passei por uma experiência um pouco negativa com uma empresa, então resolvi recorrer (efetivamente) para as mídias sociais.

Há pouco mais de um ano, fiz uma assinatura de um pacote de três revistas, de uma das maiores e bem conceituadas editoras do país. Tudo perfeito, parcelas programadas em meu cartão de crédito por um ano, até as revistas começarem a chegar em meu endereço. Uma delas estava completamente errada, de um assunto que nunca tive interesse. Por três meses tentei a alteração, mediante telefonemas e email. Nada resolvido. Então resolvi esperar pelo final do plano, nunca li uma edição de uma das revistas assinadas, e ainda colecionei uma pilha de revistas (ainda ensacadas) que nunca tive interesse.

Tudo bem, achei alguém que eu pudesse doar essas revistas, e pronto. Após o término da assinatura, novas cobranças em meu cartão. A maldita revista continuava a aparecer em meu endereço. Me informei: renovação programada. Renovação essa que nunca foi programada, muito menos informada. Sim, recebi uma cartinha, mas semanas depois de entrar as faturas em meu cartão.


O Twitter.

Em 140 caracteres, resumi o caso, minha indignação e (lógico) inseri a tag #EditoraTal. Dois dias depois entraram em contato comigo pelo próprio twitter e, após, por telefone também. Cinco minutos na ligação, com a gerente de vendas da editora, meu problema resolvido e o valor reembolsado.

Enfim, as empresas têm que estar cientes do poder das mídias sociais, pois a partir do momento em que o consumidor passa a expressar sua experiência negativa na web, e colocar a reputação da marca em jogo, o problema pode ser muito mais sério.

Quanto a minha experiência com a empresa, lamento pelo mal atendimento que foi dado pelos canais convencionais. Porém, parabenizo pela iniciativa nas mídias sociais e a agilidade tomada.

Mas, na minha opinião, as formas – e principalmente a eficiência - do atendimento devem andar juntas, para evitar transtornos e futuramente ter que usar as mídias sociais apenas para se defender e apagar incêndios.

De volta!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Empreendedorismo

Segundo a Wikipédia, empreendedorismo é o principal fator promotor do desenvolvimento econômico e social de um país. O mercado dispõe de inúmeros produtos e serviços, mas cabe ao profissional empreendedor observar suas variações e possibilidades de adaptação destes, de forma a atender necessidades específicas de determinado segmento.

O empreendedorismo consiste em observar nichos de mercado, com a finalidade de criar ou adaptar produtos, serviços ou mercados para novas necessidades. É muito importante que os profissionais estejam sempre atentos também aos consumidores, buscando compreende-los e observar uma nova necessidade em algum segmento.


O perfil do empreendedor está ligado a um indivíduo ousado, que esteja disposto a assumir riscos em prol de seu empreendimento. Acima de tudo, este deve acreditar e levar adiante seu trabalho.

É de extrema importância que o profissional, antes de iniciar suas aventuras empreendedoras, identifique uma real oportunidade de mercado. Após, deve realizar um plano de negócio, a fim de estudar e analisar todo o mercado no qual está disposto a entrar. Uma análise cautelosa do ambiente, concorrentes, mercado, ameaças e oportunidades, é um grande passo para o sucesso do novo negócio.

DICA: Uma dica interessante para quem quer introduzir no mercado um novo negócio, é entrar no site do Sebrae, onde é possível buscar auxílio, bem como baixar um Plano de Negócios em PDF, muito útil para o planejamento do novo empreendimento.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Gestão de Crises II - Caso Tylenol

Durante uma crise, é essencial que a empresa opte pela verdade. Primeiro, por uma questão ética, segundo, por que em tempos de crises, uma mentira possivelmente não se sustentará por muito tempo. Ainda mais levando em consideração todo o acesso à informação que se pode obter hoje.

Aqui, cabe retomar a importância da opinião pública. Assim, nem sempre o que o público entende e toma como verdade, é o que realmente está acontecendo dentro da empresa em crise.

Uma empresa que sofreu uma crise e soube gerenciar de forma muito positiva, apesar de algumas falhas iniciais, foi a Johnson & Johnson Company, em 1982. A Johnson & Johnson Company, com o produto Tylenol, representava 35% do mercado de analgésicos e, tal produto representava 20% do lucro da empresa.


Em setembro de 1982, informações dariam conta de que pessoas estariam morrendo, devido ao envenenamento ocorrido pelo analgésico. Imediatamente a empresa se colocou à disposição da imprensa.

No primeiro dia de crise, a informação de que a empresa não utilizava uma substância chamada cianeto nas suas fábricas foi dada à mídia. Entretanto, a informação estava incorreta, visto que a empresa usava sim, mas apenas para testes. A informação foi corrigida no dia seguinte, para toda a imprensa. Esta divergência de informações causou um agravamento na crise.

A empresa anunciou recall de um lote de 93 mil vidros de Tylenol, fez comunicados à hospitais e médicos, suspendeu seus anúncios e, ainda, recolheu todas as amostras do mercado. Estas ações custaram milhões de dólares para a Johnson
& Johnson.

Pesquisas realizadas com os consumidores do produto mostraram que 87% não acreditavam que o fabricante do Tylenol fosse responsável pelas mortes, porém, 61% afirmaram que não pretendiam usar o produto, por precaução.

Na segunda semana de crise, informações circulavam garantindo que a empresa teria sido vítima de sabotagem, provavelmente na pós-produção. Uma investigação constatou que apenas 8 vidros estavam contaminados.

Então, o departamento de marketing da empresa lança uma versão “à prova de sabotagem”, fazendo com que a indústria desse um salto qualitativo em termos de empacotamento. Um ano depois, a empresa havia recuperado 95% de sua participação no mercado.

Este exemplo mostra que, mantendo a transparência e procurando sempre passar a verdade para a imprensa e, conseqüentemente para o público, pode-se reverter a crise, amenizando suas conseqüências. Ainda, em alguns casos, pode-se buscar transformar a crise em oportunidade, como foi o caso da Johnson
& Johnson.

Gestão de Crises

O mundo dos negócios é muito variável e inconstante, fazendo com que toda e qualquer empresa esteja susceptível a enfrentar algum tipo de crise durante sua existência. Tais crises podem surgir por diferentes motivos, como desvalorização brusca da moeda, saída ou falecimento de um executivo importante, fracasso nas vendas de um produto recém-lançado, perda de uma concorrência importante, entre outros.

Com o avanço da tecnologia e dos meios de comunicação, mais pessoas têm acesso a uma maior número de informações diferentes. Isso pode se tornar um agravante em caso de crises. A opinião pública e a liberdade de expressão tornam-se sinônimo de poder em nossa sociedade.

Assim, cabe ao profissional de comunicação da empresa, estar sempre preparado para uma possível crise. É muito importante, também, que este atue de forma preventiva na percepção e análise de riscos.

Um planejamento em tempos de normalidade da empresa é essencial para que a mesma esteja devidamente preparada para enfrentar uma possível crise. Deste modo, muitas empresas desenvolvem um plano de contingência, que objetiva analisar os riscos e estarem preparadas, listando as medidas a serem tomadas em caso de crise.

Portanto, o papel da área de comunicação de uma empresa é muito importante como forma de prevenção e análise de riscos, bem como tomar as atitudes corretas caso realmente ocorra uma crise.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O que é Twitter

Entre algumas definições de autores considerados especialistas em mídias sociais, estão as de que o Twitter é um microblog que permite ao usuário o compartilhamento de pequenos textos de até 140 caracteres, a partir da pergunta "O que você está fazendo?". Ou também que "o Twitter é apenas um meio de enviar atualizações curtas para aqueles que querem recebê-las".

Perfeito. Mas o Twitter também é uma excelente ferramenta para divulgar e compartilhar links e assuntos interessantes, notícias, realizar pesquisas e por aí vai. É um dos (se não o) meios mais rápidos e com maior poder de disseminação de conteúdo da web.

Além, é claro, de ser um canal horizontal de livre expressão, onde pode-se falar sobre (e para) tudo e todos.


A seguir um vídeo interessante que explica de forma simples e direta o que é este microblog, chamado Twitter.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Prêmio 23º Set Universitário

Entre os dias 21 e 23 de setembro aconteceu o 23º Set Universitário, evento que estimula a troca de experiências entre alunos, professores e profissionais da área de comunicação. Como de costume, o evento realizado pela Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS ofereceu diversas palestras, oficinas e também a mostra competitiva.

Neste ano o grupo Bendito Fruto, formado para a disciplina de Produção Audiovisual II do curso de Publicidade e Propaganda do Centro Universitário Metodista do Sul, IPA levou o prêmio na categoria Cinema Audiovisual – Musical / Videoclipe.

Parabéns ao grupo formado por Jaqueline Turco Silveira (@JaqueTurco), Catherine Battisti (@cathe288), Geruza Sbroglio (@geruza) e Gabriel Rymsza (@gabrielrymsza) e parabéns também ao professor da disciplina, Roger Bundt.

Valeu galera!


Videoclipe da música “Tão Só”, vencedor da Mostra Competitiva na categoria Cinema Audiovisual – Musical / Videoclipe:

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Comunicação Estratégica

Em um mercado cada vez mais competitivo, eficiência torna-se algo básico pra qualquer organização. O mínimo que o consumidor espera de qualquer empresa com a qual irá manter alguma relação, seja qual for, é a eficiência em suas atribuições. Isso é básico: dentro do segmento no qual atua, o mínimo que se espera é a eficiência. Portanto, não basta as organizações apenas realizarem de forma satisfatória aquilo que oferecem, elas necessitam de diferenciais. Necessitam de estratégias.

Entramos, então, na questão do valor agregado, dos atributos que devem carregar junto a si para uma melhor colocação e diferenciação no mercado. Podemos observar diferentes valores agregados nos mais variados segmentos, como alimentício, serviços de telefonia, Instituições de ensino, supermercados, shoppings, etc.

Mas por que não buscar corresponder de forma satisfatória e excelente todos esses atributos, tornando-se então um “modelo ideal” no segmento? Não é possível que uma empresa seja melhor em todas as suas atribuições. É necessário que ela “abra mão” de alguns aspectos, para compensá-los em outros.

Esses aspectos que são levados com menos ênfase, são chamados de trade-off. Não quer dizer que a empresa simplesmente não se preocupe com esse atributo, mas simplesmente busca maior atenção e dedicação à outro atributo, que julga ser de maior relevância para seu segmento.

Portanto, cabe a cada empresa definir, através de uma análise cautelosa e detalhista de seu segmento e concorrentes, quais atributos estão mais de acordo com suas estratégias, a fim de atingir tal diferenciação no mercado.

Texto elaborado com base no artigo “Comunicação Estratégica” da Prof. Ms. Laura Gluer.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

The Longest Way

Eu já havia assistido a esse vídeo há um tempo atrás e também já o compartilhei através do twitter. Não me canso de ver, pela ideia simples e genial que ele possui, pela forma como foi feito e pelos detalhes da produção e finalização, desde a transição das fotos até a trilha sonora utilizada.


The Longest Way 1.0 - one year walk/beard grow time lapse from Christoph Rehage on Vimeo.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Web 2.0: ameaça ou oportunidade?

Teoria da comunicação. Lembro bem dos modelos de comunicação que a professora do primeiro semestre do curso de Publicidade e Propaganda colocava no quadro. Aquele modelo tradicional: Emissor - mensagem/meio – Receptor. Éramos receptores. Somos receptores. Mas hoje, com a web 2.0, somos tão receptores quanto emissores.

A internet colaborativa, como o nome já diz, permite que possamos contribuir e interagir com tudo e todos, concordando, complementando, criticando, e até mesmo julgando informações.

Aí cabe um pouco de atenção. Na verdade, muita atenção. Principalmente no que diz respeito às organizações. As empresas estão susceptíveis a confrontamentos e clientes insatisfeitos agora capazes de colocar sua opinião. E mais: capazes de atingir e influenciar muitas pessoas, e essas podendo repassar sua informação e atingir mais e mais pessoas. Enfim, o poder de disseminação de conteúdo na nova web.

Bom, o que concluir de tudo isso? Que a web 2.0 e as redes sociais são uma ameaça para as organizações? Que as empresas devem fugir dessa tecnologia?

Existe uma expressão que diz que o pior cego é aquele que não quer ver. Pois é, acredito que essa expressão se aplica ao caso.
Em primeiro lugar, as organizações DEVEM se inserir nesse meio, elas precisam saber o que estão falando sobre sua marca, precisam estar prontas para reagir a qualquer tipo de crítica. E mais do que isso, precisam entender o seu público e até utilizar certas críticas e sugestões que podem vir a acontecer, como objeto de estudo para melhorias em seu produto/serviço.

Ao meu ver, deve-se entender mais como uma oportunidade do que uma ameaça. Tomando todos os cuidados necessários, uma empresa tem muito mais chance de se beneficiar das redes sociais se resolver se inserir nelas, e não fugir.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Novas tecnologias exigem novas maneiras de se comunicar

Pesquisando alguns vídeos na nossa querida web, eis que acho um muito bom que já havia assistido há algum tempo atrás (não muito, na verdade) e que, de certa forma, ilustra um pouco o post anterior, no qual coloco minha opinião sobre a transição da publicidade.

Esse vídeo deixa bem claro a importância da adaptação das novas formas de comunicação hoje, proporcionadas pelas novas tecnologias. E mais, nos mostra também o poder da web 2.0 - a internet colaborativa e interativa, capaz de atingir e se propagar de uma maneira espontânea e nunca antes imaginada.

Apreciem:

Como a Internet Mudou a Propaganda from Pedro Superti on Vimeo.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Transição.

Vivemos de transições, de mudanças. No modo de pensar, nas questões culturais, na tecnologia, na forma como nos comunicamos e por aí vai. Sabemos que o que vivenciamos hoje não é nem de perto o que vivenciávamos há vinte anos atrás. E o que estaremos vivendo daqui a dez anos, nem se imagina hoje.

Até a metade do século passado, quando todos estávamos mais do que acostumados com a rotineira companhia de um fiel aparelhinho ligado na luz (em alguns casos, até a pilha) que tinha como finalidade informar e entreter através de ruídos sonoros, poderíamos nos considerar sujeitos completos e sem maiores pretensões.

Acontece que a partir da década de cinquenta foi apresentado, no Brasil, um novo aparelho que mais parecia uma caixa. Mas caixa essa capaz de reproduzir não só aquele mesmo ruído sonoro, mas também imagens. Sim! Agora tínhamos som e imagem em um mesmo aparelho!
Mas então, aposentaríamos o fiel companheiro reprodutor de ruídos? Muitos pensavam que sim, afinal, se podíamos ter em um mesmo aparelho, áudio e imagem, pra que insistir em um velho aparelhinho que apenas reproduzia ruídos?

Entre a década de 60 e 70, a televisão se tornou um dos principais meios de entretenimento do brasileiro, ganhando espaço em grande parte dos lares. Quem não a tinha, visitava quase que diariamente o seu vizinho, que por sua vez já havia adquirido tal caixa de áudio e imagem.


A Publicidade teve seus anos dourados na televisão pelas décadas de 80, 90 e ainda movimenta hoje muito dinheiro na mídia televisiva. Mas a internet chegou, e está mais forte do que nunca. E então? A publicidade nas caixas de áudio e imagem irá acabar? Sofrer uma crise?


Não! Na minha opinião, definitivamente não. Acontece que com a internet a publicidade pode ser muito melhor planejada. Muito mais direcionada. E principalmente quando falamos não só da publicidade a fim de atingir o público, mas sim da observação desse público, do seu comportamento, das suas atitudes. A internet não oferece apenas uma comunicação direta com nosso público, mas uma interação com ele, permite-nos observa-lo, compreende-lo e, meio que pretensiosamente, estuda-lo.


Enfim, nem a criação de fitas, cds, mp3, ipods e nem mesmo a chegada da televisão, acabou com a publicidade no rádio. Não será a internet que acabará com a publicidade na televisão.


Mas estejamos atentos para essas transformações que estamos vivendo, para essa nova forma de fazer publicidade e, principalmente, para as oportunidades que a internet nos proporciona.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Bienvenido!

Buenas, após algum tempo de acompanhamento, admiração e muitas consultas em blogues, resolvi criar o meu pra falar um pouco sobre alguns assuntos de meu interesse.
Tá, tudo bem. Foi a cadeira de Tópicos Especiais do oitavo semestre do meu curso (Publicidade e Propaganda, ouié) que me obrigou incentivou a criar este. Admito.

Mas enfim, será uma maneira BACANINHA de expor algumas opiniões, dicas e materiais bemlegaus. Aqui você, meu leitor (legal isso), encontrará posts sobre arte, publicidade, fotografia, internet, Web 2.0, redes sociais, marketing e tudo mais que me parecer um tanto quanto interessante.

Bem vindo ao Comunica-me 2.0!